Dez anos de casamento podem ser um cobertor quente, mas às vezes a gente quer o fogo. Decidi que aquela sexta-feira seria diferente. Aluguei uma suíte temática, deixei os filhos com a minha mãe e enviei para o trabalho dele apenas um envelope com a chave e o número do quarto.
Quando ele entrou, eu não era a ‘mãe’ ou a ‘esposa que cobra o lixo’. Eu era a Valoroza. Eu estava de costas, usando apenas um robe de seda e um par de saltos altos. O silêncio dele ao entrar disse tudo. O desejo era palpável. Ele se aproximou devagar, e eu senti suas mãos firmes na minha cintura, puxando-me contra ele. ‘Onde você estava escondendo essa mulher?’, ele perguntou com a voz rouca. Aquela noite não foi apenas sexo; foi uma reconexão de almas e corpos que se conhecem bem demais, mas que decidiram se explorar como se fosse a primeira vez.
Descobrimos novos ritmos, novos toques e uma intensidade que nos lembrou que, entre quatro paredes, nós somos os donos do nosso próprio mundo de prazer. E acredite, a rotina nunca mais teve o mesmo sabor depois disso.